Adotei um filhote, e agora?

Dicas para uma convivência saudável e feliz com seu pet de estimação.

A partir do momento que optamos por adquirir um animalzinho de estimação, estamos adquirindo também a responsabilidade de cuidá-lo e protegê-lo ao longo de toda a sua vida. E para que esta relação seja saudável e feliz, alguns cuidados devem ser tomados para garantir a segurança do pet e a tranqüilidade de seu guardião. Saber qual o tipo de animal que se adaptará ao seu estilo de vida é o primeiro passo. Dê preferência pela adoção ao invés da compra, pois adotando um animal você contribui para a diminuição do abandono e maus tratos, além de ganhar um amigo grato e leal por muitos anos. Leia e informe-se acerca da Guarda Responsável de animais domésticos para que você tenha condições de prover tudo o que seu animal precisa para ser feliz e saudável por muitos anos.

Uma vez decidido qual o pet que será adotado, é importante saber exatamente quando trazê-lo para casa. Pets desmamados e retirados da mãe precocemente correm o risco de apresentarem problemas de socialização, uma vez que é nas primeiras 8 a 10 semanas de vida que os filhotes aprendem a viver em matilha junto com a mãe e com os irmãos. Ao retirarmos os filhotes com 30 ou 40 dias de vida, estaremos privando-os de uma série de ensinamentos sobre o que é ser um cão ou ser um gato. Além disso, filhotes que mamam pouco não recebem a proteção que o leite materno oferece, estando mais predispostos à vários tipos de doenças. O ideal, portanto, é que os filhotes sejam retirados da mãe com no mínimo 45 e preferencialmente com 60 dias de vida.

Ainda antes de receber o pequeno em casa, o local onde ele irá morar já deve ser preparado de forma a garantir um lar seguro e agradável. Apartamentos devem ter janelas e sacadas teladas a fim de evitar acidentes e fugas. Casas devem ter quintais fechados com grades, portões e telas (no caso de gatos) que impossibilitem o acesso dos filhotes às ruas, o que pode expô-los à uma série de riscos desnecessários.

Já com a casa preparada e o filhote na idade certa, é o momento de levá-lo para casa. Converse com a pessoa que vai lhe doar o animalzinho, e dê preferência para animais já castrados. Verifique se ele já recebeu a primeira dose de vermífugo (aos 30 dias) e a primeira dose da vacina polivalente (aos 45 dias mais ou menos). Peça a carteirinha de vacinação para que você possa saber as datas das próximas doses das vacinas, e pronto, vocês já podem ser felizes juntos. É importantíssimo que todos os membros da família estejam de acordo com a chegada do filhote e que todos se responsabilizem por ele. Logo na chegada, deixe-o explorar o local, e dê-lhe tempo para que se acostume. É normal que os pequenos se assustem no primeiro momento e queiram ficar em cantinhos isolados, em especial gatos, pois normalmente são animais mais ariscos e independentes. Não interfira, deixe que aos poucos ele vá se sentindo mais à vontade e vá se integrando à sua nova família.

Com o filhote já em casa, a primeira providência a ser tomada é entrar em contato com um médico veterinário para avaliar o pequeno e dar a certeza de que está tudo bem com ele. Escolha o veterinário e solicite uma consulta, de preferência domiciliar, para evitar tirar o animalzinho de casa antes de fechar o esquema vacinal. Se isso não for possível, leve-o até o consultório, tomando o cuidado de não deixá-lo passear no chão e não colocá-lo próximo de animais doentes. Converse com o veterinário sobre os principais cuidados, como esquema de vacinação, vermifugação e cuidados gerais, como primeiro banho, passeios, alimentação e tudo o mais. Caso o filhote não seja castrado, aproveite para conversar sobre os benefícios deste procedimento e programe-se para castrá-lo assim que possível. Estabeleça uma relação de confiança com o veterinário, pois ele possivelmente acompanhará o crescimento e desenvolvimento do seu pet. Tire todas as suas dúvidas e peça um telefone de contato para qualquer tipo de intercorrência ou situação emergencial que possa ocorrer. Acostume-se com a idéia de que seu Pet deverá fazer consultas periódicas pelo menos uma vez por ano ou sempre que apresentar qualquer mudança no seu comportamento normal ou ainda qualquer sintoma de que ele não está bem, como prostração, falta de apetite, diarréia, vômitos ou sangramentos e jamais lhe dê qualquer tipo de medicamento por conta própria ou orientado por leigos. Somente quem tem condições de avaliar seu animal, diagnosticá-lo e tratá-lo corretamente é o médico veterinário após examiná-lo e avaliá-lo pessoalmente. Lembre-se de que seu amigo não pode falar para lhe dizer o que está sentindo, então é sua total responsabilidade zelar pela perfeita saúde dele e tomar providências diante de qualquer sinal anormal que ele venha a apresentar.

Descartados quaisquer problemas de saúde e com todas as dúvidas esclarecidas, seu filhote está pronto para integrar-se ao núcleo familiar. Logo nos primeiros dias em casa, é preciso ter paciência com ele. Lembre-se de que é a primeira vez que ele fica sozinho sem a mãe e os irmãos, e isso pode causar medo e insegurança. O resultado são os choros e uivos noturnos, o que deixa muito guardião desesperado. Para resolver isso você pode deixar um bichinho de pelúcia na caminha dele, ou conseguir um paninho com o cheiro da mãe da ninhada, isso pode trazer mais segurança ao filhote. Bolsas de água morna e um relógio despertador (o “tic-tac” simula o coração da mãe) podem ajudar também. É importante não ceder às súplicas e choros, pois ao fazer isso o filhote irá relacionar o ato de chorar com o carinho e a atenção ganhos. Isto só o fará chorar ainda mais. O correto nestes casos é certificar-se de que ele está em segurança e deixá-lo chorar. Assim, em alguns dias ele se acostumará e não dará mais este tipo de trabalho durante a noite.

Quando o filhote já estiver ambientado em seu novo lar, comece a ensiná-lo sobre hábitos de rotina, como por exemplo, o local para fazer suas necessidades. Se você optou por um gatinho, ensine-o a usar as caixinhas higiênicas. Mantenha sempre uma caixinha a mais do que o número de gatos, e limpe a areia no mínimo três vezes ao dia ou sempre que for necessário. Se o seu novo mascote for um cãozinho, ensine-o a fazer xixi e cocô no jornalzinho desde cedo, estipulando um local específico para isso. Cães são animais muito espertos e que podem ser condicionados facilmente com reforços positivos. Escolha um método para ensiná-lo e coloque em prática, mas tenha paciência e jamais use de qualquer tipo de maus tratos ou punição. Não brigue com ele ou esfregue seu focinho no xixi quando ele errar o local, isso fará com que ele tenha resistência de fazer suas necessidades por medo de ser punido. Tenha em mente que ele é apenas um filhote, e ainda pode estar confuso quanto ao local correto e errar algumas vezes. Porém quando ele acertar, o elogie para que ele consiga fazer a associação entre fazer a coisa certa e ganhar carinho. Ensine-o também a não destruir as coisas dentro de casa, a ficar curtos períodos sozinhos em casa sem latir e a respeitar seu guardião como líder da matilha.

A alimentação também deve ser adequada para as necessidades de seu novo amigo. Cães e gatos devem receber ração específica e de boa qualidade de 4 q 6 vezes por dia. Devem comer em tigelas limpas e ter água fresca e limpa sempre à disposição. O local para as refeições deve ser longe do local onde eles fazem suas necessidades, ao contrário o filhote pode ficar confuso e não se alimentar adequadamente. Não devem ser importunados na hora das refeições e devem aprender desde cedo a comer em horários estipulados.

Além de todos os cuidados descritos até agora, você também irá precisar de alguns itens básicos que irão garantir o bem-estar de seu animalzinho. Uma caminha confortável, paninhos, brinquedos, cobertores, coleira e guia são indispensáveis. Não há a necessidade de ser coisas caras ou de difícil aquisição. Se não for possível comprar coisas novas, improvise. Uma caminha simples com um paninho limpo por exemplo, já basta. Uma garrafa pet  pode virar um brinquedo e divertí-lo por horas. Aquele moleton velho e macio que já não lhe serve mais pode aquecê-lo no inverno. O que irá importar na verdade não são os itens materiais mas sim o amor, comprometimento  e responsabilidade do guardião em relação à saúde e bem estar do seu pet. E por falar em coleira e guia, não se esqueça de que após o ciclo vacinal do filhote estar completo, (no caso de cães) ele poderá passear na rua para socializar-se e conhecer novas pessoas, animais e ambientes. Passeios são importantes e necessários, porém, sempre com coleira e guia para que o cão não se perca, fuja ou se envolva em brigas com pessoas e outros cães. Use também uma plaquinha de identificação com o nome do cão, seu nome e telefone para o caso de perda ou fuga.

A partir daí, seu filhote irá crescendo, e logo entrará na adolescência, e depois na fase adulta. A tendência é que ele fique mais calmo, maduro e educado e perderá um pouco da energia inesgotável de filhote. Alguns cuidados mudam nessa fase, mas a alegria e os momentos inesquecíveis que ele lhe proporcionará serão crescentes dia a dia. Você descobrirá novas habilidades de seu mascote, se surpreenderá com ele a cada nova brincadeira, se orgulhará de cada carinha fofa que ele fizer e principalmente, você terá a certeza de ter conquistado um grande amigo por muitos e muitos anos de sua vida.


[ Texto escrito por Silvia Schultz - Equipe portal nosso Mundo - Proibido a cópia sem prévia autorização ]

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