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Principais Doenças Cardíacas em Cães e Gatos

Escrito por Daniela Lewgoy - Médica Veterinária - CRMV 8442 .

Os cães apresentam, com maior freqüência, o processo de degeneração ou envelhecimento das válvulas cardíacas (mitral e tricúspide) chamado de endocardiose ou doença valvular crônica. Geralmente as raças de pequeno porte (poodle, pinscher, yorkshire etc), com idade acima de seis anos, são as mais acometidas por esta lesão. Outra doença cardíaca que pode afetar os cães é a cardiomiopatia dilatada sendo mais freqüente em cães de grande porte (dobermann, boxer, labrador, dogue alemão etc).Os gatos podem desenvolver a cardiomiopatia hipertrófica, cuja evolução pode ocorrer de forma silenciosa, manifestando-se somente quando já se encontra na sua forma mais grave. Animais que costumam freqüentar regiões de praia podem contrair a dirofilariose, que é causada por um verme que se instala na artéria pulmonar e geralmente atinge o lado direito do coração. É transmitido pela picada de mosquito.

Avaliação Cardíaca em Pequenos Animais: Cães ou gatos devem passar periodicamente, independente se apresentam ou não sintomatologia para uma doença específica, por uma avaliação clínica de rotina. Muitos distúrbios cardíacos evoluem de forma silenciosa e o exame clínico de rotina é útil no seu diagnóstico precoce. Caso o animal apresente algum sinal de doença cardíaca (cardiopatia) este será encaminhado para uma avaliação cardíaca visando assim o diagnóstico preciso da lesão e a implantação do tratamento adequado.

O sintoma da cardiopatia mais precoce é a tosse. Muitas vezes este sintoma passa despercebido pois em alguns casos se apresenta de forma branda e se assemelha a um engasgo, sendo erroneamente associado então, a ingestão de pelos ou do alimento. Outros sintomas associados à doença cardíaca são: cansaço, intolerância ao exercício, respiração laboriosa (dispnéia), inchaço das patas (edema de membros) e do abdômen (ascite - líquido no abdômen; ou organomegalia por congestão), língua arroxeada ou azulada (cianose de mucosas), desmaios (síncopes) ou tonteira (lipotímia), convulsões, distúrbios no crescimento em filhotes e na performance de cães atletas.

A avaliação cardíaca deve constar do exame de rotina, anual, dos animais com mais de seis anos de idade, e fazer parte dos pré-operatórios como forma preventiva. Os pacientes que já apresentarem sintomatologia, devem ser submetidos à avaliação cardíaca visando iniciar o mais rápido possível a terapêutica tendo como objetivo retardar a evolução da doença.

[ Artigo gentilmente cedido pela Dra Daniela Lewgoy - CRMV 8442, RS ]

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Comentarios (2)


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Olá Jackie.
Primeiramente, sinto muito pela sua perda...infelizmente os sinais que você descreveu podem estar relacionados com vários probleminhas, não sendo possível associar com certeza a um diagnóstico...teria de ser feita uma necropsia para determinar com exatidão o que causou o óbito de seu gatinho...

É sempre muito triste perdermos um amiguinho, receba meu abraço. Força!

Leo (Vet - PortalNossoMundo)
Leo , agosto 24, 2014
dúvida
Olá, Doutora!
Muito importante ler este seu artigo.Infelizmente perdi meu gatão dia 17 de dezembro do ano passado e até agora encontro-me confusa com o que aconteceu e sem saber associar a uma doença cardíaca. Desde pequenino, aos 19 dias, quando veio para nós,de uma família que ia fazer sei lá o que com os outros lindos filhotinhos que ficaram da ninhada, ele tinha uma pequena gordurinha no baixo ventre (era um charminho). Fomos ao vet, que disse que era uma gordurinha, ele nasceu com ela. Perfeito, sem problemas, vacinado anualmente, morando em apartamento telado, comendo rações premium (e comia muito bem - era o maior problema, porque comia sempre, não tinha muitos limites para comida, chegando aos 10,300Kg). Em abril do ano passado, na data da vacina, o vet fazia consulta antes, e percebeu que ele estava um pouco ofegante e coração disparado (poderia ser stress por estar lá, o que ele não gostava), mas ele falou que Michael precisava emagrecer, pois este excesso de peso (distribuído em quase 80 cm de comprimento) poderia fazer mal. Passou a ração obesity. Demos e ele realmente começou a emagrecer, lentamente. Em 15 de dezembro limpei a casa com pano úmido (como sempre fiz) e umas gotinhas de desinfetante (poucas para não afetar seu olfato, também como sempre fiz). Dia 16 ele acordou ofegante e sem reações a coisas que não gostava (como apertar a polpa da patinha pra ver se precisava cortar a unha). Foi levado ao vet que diagnosticou uma bronquite indo para uma pneumonia (palavras do vet). Deu um coquetel com 3 injeções (uma de cortizona, outra antibiótica e outra antiinflamatória) e passou medicamentos pra dar pra ele. Como não queria comer e mesmo com frente fria queria deitar no chão (o vet falou que ele poderia estar com febre interna e instintivamente queria equilibrar a temperatura), dei AD (a pastinha) diluída na água com seringuinha (ele não comia mais). E continuava suuuuper ofegante. às 4:30 da madrugada, só ouvi o grito: ela ele, no meio da sala, se tremendo todo e espumando. fiz massagem como se tentasse salvá-lo de um ataque cardíaco, mas ele parou, com o olho esbugalhado. Foi um dos momentos mais tristes de minha vida. 9 anos de amor, cumplicidade e comunicação perfeita! Até hoje não tenho certeza de que foi isto. O vet ficou chocado quando soube. Ele teve uma pequena convulsão mais ou menos aos 7 anos e meio e o vet falou pra observar se ele teria outras, mas nunca mais teve nada. Já perdi uma gata com 1 ano e 3 meses com leucemia felina, antes dele. Também de maneira abrupta... quero adotar outro, mas fico com medo de sofrer tanto quanto sofri com Michael (sofri junto com ele). Desculpe escrever tanto, mas queria tanto encontrar uma resposta pra esta ida repentina... um abraço!
Jackie , agosto 15, 2014

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